Roleta russa

 E eis que os “meninos” do Coritiba se despedem do campeonato de forma vexatória, após uma goleada para o lanterna do campeonato.


Ainda que se dê o devido desconto para o fato de o “treinador” Zé Carlos sequer ter tido a capacidade de armar um time minimamente organizado em campo, o que se viu ontem no clássico foi vexatório. Vexatório, aliás, como vem sendo TUDO o que diz respeito ao Coritiba ultimamente.


Além de mal posicionados em campo, os garotos da tão incensada (e requisitada por nós, torcedores) base Coxa Branca encerraram não apenas a sua participação no campeonato regional, mas também acabaram com as esperanças da torcida de que pudessem ser aqueles jogadores que fariam alguma diferença no time profissional.


Nervosos, errando tudo (passes, cruzamentos, chutes) e batendo como uns alucinados, os jogadores comprovaram a tese de que dessa geração da base quase nada pode ser aproveitado, exceção feita ao goleiro William (que, aliás, nem da base alviverde é, pois tem 24 anos e veio do Taubaté, na metade do ano passado), que evitou um vexame ainda maior, não apenas no atle-tiba, mas nos outros quatro jogos disputados.


Tão bizarro quanto a atuação sem técnica, sem alma e sem coração dos meninos ontem, foi ter visto em campo figuras como Anderson Aquino e Eltinho. Tivesse o MÍNIMO de vergonha na cara, o Coritiba já teria expurgado essas feridas do elenco há muito, muito tempo. Mas o clube parece ter optado por virar uma instituição de caridade, que dá a jogadores ruins e a lesionados crônicos, que deveriam ser aposentados ou por inaptidão técnica ou por invalidez funcional, quantas chances forem precisas para que eles reafirmem as suas ruindades ou os seus defeitos físicos incuráveis.


Mas o pior de tudo é que não teremos o direito de “virar a página”. Encerrada mais uma humilhação, desta feita proporcionada por gente formada dentro do Coritiba, eis que nos resta nada mais, nada menos, do que ter que voltar a depender de jogadores que estão há anos no clube, que também já nos proporcionaram vexames históricos, que há dois anos nada mais têm feito do que tentar fugir de um rebaixamento para a segunda divisão, e que, incrivelmente, ainda são tidos por muita gente como capazes de dar ao Coritiba um ano decente.


Ivan, Moacir, Norberto, Diogo Sodré, Zé Eduardo e Roni. Nomes novos no elenco principal, que terão a responsabilidade de nos dar algo diferente da nossa rotina recente de humilhações. A eles até caberia um voto de confiança, posto que não os conhecemos. Joga contra eles, porém, o fato de eles terem sido trazidos ao clube por uma diretoria especializada em vender o que temos de bom e contratar porcarias para substituí-los. Passada a ressurreição de 2010, consumada em 2011, de lá pra cá nosso elenco só tem piorado, e a cada ano nos aproximamos mais da segunda divisão.


Entra ano, sai ano, vivemos de apostas em jogadores desconhecidos. O pior, pra nós, é que não têm mudado apenas as apostas, mas a modalidade das apostas. Agora, estamos a arriscar na roleta russa...


Comentários  

 
+1 #1 Marcos-CFC 10-02-2014 13:24
Estava sentindo falta de suas colunas, bom retorno.

Fomos humilhados por culpa exclusiva do MITO. Este presidente chamou nossa torcida de imbecil, só falta culpar por colocar essas porcarias da base.
 
 
#2 malgauer 10-02-2014 16:50
Popini,

Excelente coluna como sempre, mas ainda acho que alguns garotos teriam sido melhor aproveitados se o clube tivesse realmente um plano de transição.
 
 
#3 ALVAROGUTO 10-02-2014 19:17
Quem sabe, se tivéssemos um técnico, com um mínimo de cacuete, para técnico, pois mas parece o MO, moreno, com um agravante, pois fica roendo unhas, ao invés de manter o time aceso, dando instruções e cobrando mais empenho.
Concordo com o Algauer, quem sabe, alguns jogadores, se corretamente lançados, poderiam frutificar no futuro.
 
 
#4 ALVAROGUTO 10-02-2014 19:56
" com um mínimo de CACOETE e não Cacuete."
 
 
#5 Abrão 13-02-2014 02:12
A base é fraquíssima. Assim, não obstante o trabalho ruim do treinador, acredito que outro profissional também não teria condições de operar algum milagre. O que tem que ser revisto é o trabalho de base. Muito dinheiro gasto e nenhum resultado prático.
 

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